Portefólio Psicologia B
Joana Machado
ESCCB
O filme O Escafandro e a Borboleta é uma adaptação do livro com o mesmo nome, de Jean-Dominique Bauby.
Jean-Do, de 43 anos, era editor da revista francesa Elle, tendo uma vida profissional, social e sexual bastante ativa. Era pai de três filhos e divorciado.
O Escafandro e a Borboleta








Em 1995, sofre um acidente vascular cerebral e todo o seu corpo fica paralizado, incapaz de qualquer comunicação verbal, conhecido como sindrome locked-in. Para além de poder mover o olho esquerdo, também a sua memória e imaginação estavam intactas e foi com elas que Bauby pode viver para além da cama de hospital. Aprendeu a comunicar com a pálpebra do olho esquerdo, utilizando um código que consiste no alfabeto com as letras organizadas conforme o seu uso na língua francesa.
O filme inicia-se com a perspetiva de Bauby, literalmente. Uma parte do filme é transmitida a partir do olho funcional de Jean-Do e, progressivamente, vamos vendo para além do paciente. Quando se vê pela primeira vez, depois do acidente, num espelho, Jean-Do não se reconhece. É introduzido aos assistentes do hospital, que lhe asseguram total dedicação ao seu cuidado médico e bem estar. Henriette (Marie-Josée Croze) é a sua terapeuta da fala, Maria Lopez (Olatz López Garmendia) é a fisioterapeuta e o Dr. Lepage (Patrick Chesnais) é um neurocirurgião. A sua ex-mulher e mãe dos seus três filhos, Céline (Emmanuelle Seigner), desempenha, para além da equipa do hospital, um papel muito importante nos cuidados de Bauby.
Decide escrever um livro contando a sua história e, também, para não se sentir como um inválido. É Claude (Anne Consigny) que o auxilia nesta difícil tarefa.
A história está repleta de memórias e fantasias de Bauby, algumas cómicas e outras com conotação sexual.
Dois anos depois, o seu livro é lançado e é um enorme sucesso. Jean-Dominique morre dois dias depois.
Embora Jena-Do esteja “preso” à cama de hospital, a sua memória e imaginação permitem-no viver para além daquelas quatro paredes. O humor está sempre presente e ele consegue satirizar algumas situações. Para muitos é uma lição de vida. Definitivamente, é um filme marcante que mostra uma realidade que muitos indivíduos não têm em conta. Releva as consequências de ter uma vida de excessos e muito agitada. O facto de o filme se iniciar com a perspetiva do paciente faz-nos sentir, também, no escafandro, pois não nos é possível ver a cena no seu todo, mas apenas aquilo que aparece no olho esquerdo de Jean-Do.