Portefólio Psicologia B
Joana Machado
ESCCB
2. Influências genéticas e epigenéticas no comportamento
O comportamento humano depende de múltiplos fatores que interagem desde a fecundação até à morte.
Ao longo da História sucederam-se diferentes conceções: hereditariedade e meio.
A hereditariedade específica é a informação genética responsável pelas características comuns a todos os indivíduos de uma espécie, determinando a constituição física e alguns comportamentos (migração das aves; constituição do rosto humano; etc).
A hereditariedade individual corresponde à informação genética responsável pelas características de um indivíduo e que o distingue de todos os outros membros da sua espécie. É o que o torna um ser único (cor e forma dos olhos, etc).
Todos temos a mesma hereditariedade específica – que nos torna humanos - todos temos diferente hereditariedade individual – que nos torna únicos.
Nos seres humanos as diferenças individuais manifestam também a influência dos distintos meios ambientes em que cada um se desenvolve.
Genótipo e fenótipo
- Genótipo: corresponde à coleção dos genes de que o indivíduo é dotado aquando da sua conceção e que resulta do conjunto dos genes provenientes do pai e da mão. É a constituição genética do indivíduo, o conjunto das determinações genéticas herdadas que podem ou não exprimir-se conforme as características do meio em que se desenvolve. É o projeto genético.
- Fenótipo: designa a aparência do indivíduo, isto é, o conjunto de características observáveis (anatómicas, morfológicas, fisiológicas), que resultam da interação entre o genótipo e o meio ambiente onde ocorre o desenvolvimento. É uma atualização do genótipo.
A pessoa é resultado de uma história em que se interligam fatores hereditários e fatores ambientais. A complexidade do que somos deriva do potencial herdado e dos efeitos do meio.
Desde o embrião que se fazem sentir os efeitos do meio. Esta interação hereditariedade-meio pode ser boa ou má: pode permitir o desenvolvimento harmónico do potencial genético, mas pode também influenciar negativamente o processo de expressão e desenvolvimento desse potencial.
No meio intrauterino, a má nutrição da mãe, os medicamentos ou determinados estados emocionais podem afetar negativamente o desenvolvimento do feto. Existe um efeito do meio desde os primeiros milésimos de segundo após a fecundação.
O meio após o nascimento manifesta-se nas mais diversas expressões e vai decidir grande parte do que somos. Pela ação das ciscunstâncias culturais, poderá aparecer uma pluralidade de tipos sociais, diversificando a Humanidade no espaço e no tempo.
O estudo dos gémeos
O estudo dos gémeos homozigóticos fornece dados importantes sobre a influência da hereditariedade e do meio no desenvolvimento.
Os gémeos falsos resultam da fecundação dos dois óvolos por dois espermatozóides distintos. A fecundação ocorre ao mesmo tempo e origina dois seres humanos diferentes, que nascerão ao mesmo tempo.
Os gémeos verdadeiros, ou homozigóticos, resultam do desdobramento do ovo. Os dois ovos têm os mesmos cromossomas e, portanto, a mesma carga hereditária. São “clones”, isto é, cópias absolutamente iguais. Embora o código genético seja exatamente igual, há fatores que influenciam a forma como os genes se expressam.
René Zazzo concluiu que, apesar das semelhanças das condições biológicas, os gémeos vão progressivamente distinguindo-se, para se diferenciarem em duas pessoas distintas e singulares.
GENÉTICA
